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Recados

Sejam bem vindos ao blog, por favor sintam-se a vontade para expor suas opiniões e críticas.

A idéia surgiu a partir do blog de um amigo, o qual cedeu espaço para que várias pessoas colaborassem com seus contos. E ao decorrer do tempo, muitas novas pessoas vieram, e a minha quantidade de contos foram aumentando, com isso surgiu em mim a vontade de postar meus contos em um espaço pessoal.

Ultimamente tenho escutado vozes, e por vezes tenho acordado em lugares desconhecidos, fazendo coisas desconhecidas com pessoas desconhecidas. Parece que depois de Sábado, quando fiz vinte e um anos a minha vida se transformou. Para falar a verdade eu mal lembro de algo antes disso e tenho a impressão de que eu acabei de chegar a essa vida, tudo pra mim é estranho, desde os costumes até as pessoas. Estou com medo, pois uma mulher que se diz minha namorada entrou em contato comigo informando que hoje a noite devemos ir a um determinado bar. As vozes me dizem que devo ir, justamente por isso não o quero, mas não posso deixar meus medos me dominarem. Certamente que irei.

A noite, conforme o combinado, de alguma forma eu sei aonde é o local, me dirijo até lá, bastante receoso. Ao encontrar-me com ela, em frente ao local ela me pergunta se estou bem, pois olho constantemente para os lados e fico falando sozinho, como se respondendo a várias pessoas ao meu redor. Claro que ela estranha, mas seria diferente se ela escutasse o mesmo que eu, todas essas risadas e falsas promessas. A fila está grande e o local me passa um terrível sensação, sinto um gosto amargo na boca ao me imaginar dentro deste local.

Fingindo que estou interessado na conversa, mais presto atenção ao meu redor do que nela. O homem da entrada parece zombar de mim, e mesmo que sua boca não se mova eu consigo ouvir o que ele fala de mim. A música é ensurdecedora, ela me puxa e começa dançar ao meu redor, a única coisa que consigo fazer é ficar imóvel e olhar constantemente para cada pessoa com suas frases confusas e sem sentido.
Então mais pessoas começam a se agarrar com ela, se beijarem e drogarem, as vozes e o som ficam insuportáveis, tanto que começam a me ensurdecer, o som da batida do meu coração vai se tornando o único som que escuto, tudo ao meu redor vai se tornando sombras, olho para o lado e tudo está diferente.

Encontro-me em meio a uma batalha estou paralisado, o som de tiros e explosões faz com que eu entre em um desespero de dúvidas. No chão vejo milhares de granadas sem os pinos. Gritando eu caio no chão e tento me rastejar.

Um cachorro morde a minha mão, estou rastejando pelos entulhos. Grito por ajuda mas ninguém nunca vem. Estou andando em uma pesadelo, por favor, alguém acenda a luz. Escuto sons estranhos, será que ninguém pode ouvi-los?!

Eu os ouço...

Rastejando eu chego a uma parede, levanto e ando até chegar a uma porta. Bato minha cabeça até que algum guarda venha, por favor protejam-me de mim, saiam de suas salas silenciosas. Em volta de mim espectros passeiam pelo ar, rindo e falando. Eu sei que não estou errado. Eu vejo e ouço eles, será que ninguém mais pode ouvi-los?

Subitamente a porta abre, vejo uma forte luz que me cega e acalma. Aos poucos minha visão vai voltando, vejo um policial com a lanterna na minha cara, alguns outros me segurando e várias pessoas caídas no chão, minha roupa rasgada e ensanguentada. Vão me puxando pra fora do bar. A moça que havia me chamado está em um estado pior que o meu, ela me olha apavorada, e eu, com um ar de quem precisa falar algo, me debato, olho expressivamente para ela e grito:

- "Eu os ouço!"

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Devir

Devir é um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. O devir é exemplificado pelas águas de um rio, que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.

Devaneio

Enredo fantasioso criado pela imaginação durante o estado da vigília física ordinária da consciência humana.